Algo aconteceu
"Vinte anos separam “La Jetée” de “Sans soleil”. E outros vinte anos separam “Sans Soleil” de hoje. Nestas circunstâncias, se eu fosse falar em nome da pessoa que fez esses filmes, não seria uma entrevista, mas um debate. Eu não acho que escolhi ou aceitei: alguém falou em fazer e foi feito. Eu já sabia que há certa correspondência entre esses dois filmes, “La Jetée” e “Sans soleil” e não precisava explicar isto. Até que eu encontrei uma nota anônima sobre meus filmes, publicada num programa em Tóquio, que dizia: “Breve a viagem terá um fim. E então nós vamos saber se a justaposição de imagens faz algum sentido. Vamos entender que rezamos com um filme como quem está numa peregrinação, a cada vez estamos novamente diante da morte: no cemitério de gatos, diante de uma girafa morta, ao lado de kamikazes no momento do salto, em frente a guerrilheiros mortos em combate. Em “La Jetée”, o experimento com o futuro termina com a morte. Ao tratar do mesmo tema, vinte anos depois, Marker supera a morte com a oração”. Quando li isso, escrito por alguém que eu não conheço, que não sabia como fiz aqueles filmes, senti uma emoção e percebi que “alguma coisa” havia, afinal, acontecido."
(Chris Marker no Libération no 2003. Podedes encontar a tradución de máis treitos desta entrevista n'O Globo, premendo aquí)
Mércores 5 de Decembro ás 22:00
O peirao
(La jetée, Chris Marker, Franza, 1962, 28′, VOSG)
A rabia
(La rabbia, Pier Paolo Pasolini, Italia, 1963, 50′, VOSG)
chúzame - 
rlc Said,
decembro 3, 2007 @ 1:09 pm
a tradución pola que eu coñecía esa entrevista do ‘libération’ falaba, penso, así: “Nesas condicións, falar en nome do que fixo eses filmes non é unha entrevista, é espiritismo”.
E así…
cristina Said,
decembro 3, 2007 @ 2:52 pm
ric está certo, aqui fca uma tradução inglesa da entrevista de Chris Marker para conferir:
http://www.filmlinc.com/fcm/5-6-2003/markerint.htm
i.c. Said,
decembro 3, 2007 @ 6:48 pm
Pois sim. Não parece mui alá a tradução d’O Globo, para cair nisso. A original não está accesível, acho, mas o treito em questão aparece na Internet e é bem claro:
“Vingt ans séparent La Jetée de Sans Soleil. Et encore vingt ans jusqu’à présent. Dans ces conditions, parler au nom de celui qui a fait ces films, ce n’est pas une interview, c’est du spiritisme.”
Lázaro Carreter Said,
decembro 3, 2007 @ 7:21 pm
aí, aí